A tecnologia contribui diretamente para as inovações no mercado financeiro. No mesmo contexto do Bitcoin, surgiu em 2015 o DeFi, abreviatura de finanças descentralizadas, um termo abrangente que diz respeito aos serviços financeiros peer-to-peer em blockchains públicos, principalmente Ethereum. Diferentemente do Bitcoin, a Ethereum não só permite transações, mas facilita o desenvolvimento de aplicações descentralizadas.


Os DeFi são a aplicação da ideia de contratos inteligentes da rede Ethereum, que automatizam os termos dos acordos entre os pares e possibilitam a criação de sistemas que reproduzem serviços do mercado financeiro de forma descentralizada, como empréstimos, seguros e até bolsas de valores, tudo sem a interferência de terceiros.


Tal como com as criptomoedas de um modo geral, as DeFi são globais e peer-to-peer (o que significa que ocorrem diretamente entre duas pessoas, não são encaminhadas através de um sistema centralizado), são pseudonomizadas e estão abertas a todos.


As DeFi consistem na expansão da premissa básica de Bitcoin, ou dinheiro digital, criando uma alternativa digital completa a Wall Street, mas sem todos os custos associados (escritórios, salas de mercados, salários dos banqueiros). Disto se retira potencial para criar mercados financeiros mais abertos, livres e justos, acessíveis a todas as pessoas através de uma ligação à internet.


Geralmente, os utilizadores interagem com DeFi através do software denominado ‘aplicações descentralizadas’, maioritariamente executado no blockchain Ethereum. Ao contrário de um banco convencional, não é necessário preencher formulários nem abrir contas.


O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto destacou que o setor de DeFi é promissor com uso da tecnologia blockchain e que é preciso participar deste setor para construir o dinheiro programável. No Brasil, já se está trabalhando nesta trilha de integração visando o Open Finance com o Real Digital, a chamada CBDC. Ele também enfatizou que as criptomoedas serão reguladas primeiro como investimento e depois como meio de pagamento.


O agronegócio tem se baseado em estratégias e tecnologias de ponta para entregar inovação e facilidades no mercado. A tecnologia empregada nos defensivos agrícolas ajudou a aumentar a produção agrícola brasileira nas últimas décadas, mas as novas tecnologias farão com que o Brasil aumente ainda mais a produtividade agrícola nos próximos anos.


Tecnologia e inovação andam lado a lado, e no mercado atual ambas têm proporcionado avanços no campo como nunca antes visto. Novas plataformas, meios de precisão, inteligência artificial, automação, bioestimulantes e modelos de negócios são algumas mudanças que aconteceram com o passar dos anos.


Essas transformações otimizam o tempo e o custo do produtor, aumentam a sustentabilidade e proporcionam a possibilidade de estudar, mais afundo, o comportamento do consumidor. Com essas inovações, mesmo pequenas propriedades rurais também conseguem alta produtividade em pouco espaço de plantio.


Isso pode ser percebido com os resultados do ano anterior. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro avançou 24,31%, comparado ao ano anterior, e teve participação de 26,6% no PIB do país – em 2019, foi de 20,5%. Isso representou, em valores monetários, quase R$ 2 trilhões – o PIB brasileiro totalizou R$ 7,45 trilhões em 2020.


Os principais aspectos da inovação são a sustentabilidade, a profissionalização, a gestão baseada em dados e o uso de novas técnicas na produção. Além disso, esse processo deve combinar conectividade, internet das coisas e agricultura de precisão, sendo as ferramentas digitais as grandes protagonistas dessa revolução.


Sendo assim, as principais tendências são: profissionalização no campo, automação, agricultura de precisão, inteligência artificial e produção sustentável. Agricultura vertical e marketplace agrícola são dois de vários exemplos práticos desta realidade.


No entanto, é válido salientar que a inovação no agronegócio ainda enfrenta barreiras, sendo a principal delas a falta de conectividade no país, já que 50 milhões de hectares não possuem acesso à internet.