A expectativa para Novembro na Bolsa de Valores


Fim de ano e as expectativas dos investidores é que a Bolsa de Valores suba e volta a patamares anteriores ao da pandemia. Mas o que os especialistas esperam para o mês de Novembro? No texto de hoje, vamos falar um pouco mais sobre isso e dar algumas dicas de ações para compor sua carteira de investimentos. Continue com a gente!

Opinião de especialista

Bruno Arruda, gestor da Gauss Capital, acredita que o mês de novembro será influenciado pelas eleições americanas, pela possibilidade de estudos finais do desempenho de algumas vacinas em fase III, pela BlackFriday e também pela continuidade do calendário de resultados.

Sendo assim, a atitude mais inteligente é optar por balancear a carteira de investimentos entre nomes menos ligados a economia doméstica e riscos políticos com nomes que se beneficiam da retomada de consumo dada a perspectiva positiva de vacina e desempenho na Black Friday.

Já Gabriel Ribeiro, analista da Necton Investimentos, afirma que iniciamos o mês com uma visão de moderado pessimismo. Por uma questão de preço, julgamos que na média os ativos se encontram atrativos. Porém, identificamos a presença de drivers de curto prazo que possam reverter dinâmica de forma drástica. Podemos ser surpreendidos positivamente em alguns aspectos, tanto internos como externos, como, por exemplo, no lado fiscal, com avanço das propostas de reformas estruturais, e por uma melhora do ambiente externo, principalmente em torno do avanço da covid-19 no continente europeu.

Sugestões de investimentos para o mês de Novembro

Vale (VALE3);

B3 (B3SA3);

Bradesco (BBDC4);

Petrobras (PETR4);

Banco do Brasil (BBAS3);

Gerdau (GGBR4);

Hapvida (HAPV3);

Via Varejo (VVAR3).

Pelo sétimo mês consecutivo, Vale é a companhia preferida dos analistas para investir em novembro, com nove recomendações. A expectativa por bons resultados da companhia é motivada, segundo a Elite Investimentos, pela desvalorização do câmbio, pela retomada da política de dividendos e pela manutenção da forte demanda da China, que sustenta os preços do minério acima dos US$ 100.

Segundo os analistas, no curto e no médio prazo, a companhia deve se beneficiar do aumento da produção de minério de ferro, enquanto, em um horizonte mais longo, a Vale deverá ter maiores flexibilidade operacional e exposição a produtos de minério de ferro de alto teor, cuja demanda deve ser impulsionada por uma economia de baixo carbono.