O que é agricultura de baixo carbono?

A agricultura se tornou uma das principais fontes de renda do Brasil, transformando em uma das referências mundiais neste aspecto. Com pesquisas voltadas para o setor agrícola, o Brasil vem aumentando sua produção sem aumentar, proporcionalmente, a quantidade de áreas plantadas.


Mas é preciso saber manejar corretamente as lavouras e o solo, para que esta prática se torne sustentável. Isso porque a produção agropecuária é uma das principais fontes de emissão de gases do Efeito Estufa, por isso a adoção de práticas voltadas à agricultura de baixo carbono é tão fundamental. Desse modo, a agricultura de baixo carbono vem como uma opção para realizar práticas agrícolas visando a sustentabilidade do sistema.


A agricultura de baixo carbono, propõe um sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) que, como o nome diz, é a mistura das plantações, da criação de animais, e das coberturas florestais em um mesmo espaço. A combinação dessa técnica com o sistema de plantio direto (SPD) é uma das práticas desse modelo.


O SPD consiste em processos, como a menor mobilização da terra e a manutenção permanente da superfície do solo para evitar uma parte de sua erosão; a diversificação de espécies cultivadas (que diminui a pobreza do solo); e a diminuição do tempo entre colheita e semeadura, com o intuito de garantir a conservação da água e do solo.


A ILPF pode ser feita de três maneiras. Consorciada, quando o plantio é feito entre a vegetação nativa ou entre outros vegetais já plantados. Pode também ser feita com base na rotatividade, cultivando diferentes espécies em ciclos específicos ao longo do ano, e, finalmente, em sucessão, com o cultivo de diferentes culturas sem levar em consideração o tipo de plantas, ou qual a finalidade do uso da terra.


A agricultura de baixo carbono pode ser considerada menos nociva, mas é preciso ir além. Cientistas já alertam que é preciso reduzir drasticamente o consumo de produtos de origem animal.


Além disso, o desenvolvimento sustentável real deve incluir a sociobiodiversidade. Dessa forma, a agroecologia é uma alternativa mais congruente com a ideia de sustentabilidade ambiental, pois inclui as dimensões energética, social e ambiental, não priorizando a geração de lucro e sim a soberania alimentar.