Pecuária Extensiva: saiba mais sobre o assunto

A pecuária consiste na criação de animais para a comercialização, principalmente para a obtenção de matérias-primas, como a carne, o leite, o couro, a lã e várias outras. Dessa forma, qualquer atividade para fins comerciais que envolva o confinamento ou o tratamento de animais criados em coletivo, popularmente chamados de gados, é considerada atividade pecuária. Nesse caso, destacam-se os bovinos, equinos, caprinos, ovinos e suínos.


Dentro da pecuária, existem diferentes práticas, de modo que existem dois sistemas: o extensivo e o intensivo. No texto de hoje, vamos falar do primeiro aspecto. Continue com a gente!


A pecuária extensiva consiste na criação do gado a pasto em grandes áreas de pastagem. Assim, há a ocupação de grandes áreas no sistema que se aplica em latifúndios e em propriedades familiares. Normalmente, não há tantos investimentos quanto na pecuária intensiva.


A dieta, portanto, é majoritariamente pasto e suplemento mineral. Nas épocas de seca do ano, em que há escassez de forrageiras, utiliza-se um suplemento mineral com ureia ou um proteinado de baixo consumo. É considerado o sistema pecuário mais tradicional e representa a maior parte das atividades agrícolas do Brasil.


A principal vantagem da pecuária extensiva é o baixo investimento que o sistema requer, embora sejam necessárias a suplementação e a reposição mineral, já que as pastagens apresentam deficiência em um ou outro nutriente, em diferentes épocas do ano.


Já a grande desvantagem da pecuária extensiva é justamente a necessidade de ocupar amplas áreas de terra, o que acarreta impacto ambiental e degradação de biomas nativos. Além disso, há ineficiência no controle do desempenho de cada animal, já que o rebanho se espalha pela propriedade. Também existe o risco de o gado apresentar carência de nutrientes, devido à baixa produtividade das forrageiras. Entretanto, já podemos destacar que essas dificuldades são contornadas com estratégias alimentares, como a suplementação mineral.