Plano Safra: Contratações do crédito rural somam R$ 230 bilhões em dez meses.


O Plano Safra foi instituído em 2003 para fomentar a produção rural brasileira. Todos os anos, o governo federal destina verbas para investimento ou para custeio, industrialização e comercialização dos produtos agrícolas. Trata-se do maior incentivo financeiro para a área, no contexto nacional.


O programa engloba diversas políticas públicas, com atenção especial à agricultura familiar e às cooperativas. A ideia é destinar recursos para que pequenos e médios produtores se profissionalizem, sempre seguindo bases sustentáveis.


A vigência do Plano Safra é de um ano. Ela começa em 1º de julho e vai até junho do ano seguinte, período que acompanha o calendário das safras agrícolas no Brasil. Para a edição 2021/2022, o governo reservou um montante de R$ 251,22 bilhões nas diversas modalidades de crédito rural.


Em dez meses do Plano Safra 2021/2022, foram financiados R$ 230,2 bilhões, correspondendo a 1,5 milhão de contratos de crédito rural. O número representa alta de 22% no valor da contratação em relação ao mesmo período da safra anterior.


Do total desembolsado no crédito rural no período de julho/2021 a abril/2022, foram destinados R$ 122,3 bilhões para custeio (19%) e R$ 65,3 bilhões para os investimentos (13%). A comercialização teve alta de 51%, correspondendo a R$ 28 bilhões. Já a industrialização teve acréscimo de 42%, com desembolso de R$ 14,4 bilhões.


Os agricultores familiares, beneficiários do Pronaf, tomaram de empréstimo R$ 34,8 bilhões (24%). Os médios produtores rurais, atendidos pelo Pronamp, contrataram R$ 25,7 bilhões (10%) e os demais produtores, R$ 169,6 bilhões, incremento de 23% nos financiamentos.


No que se refere aos desembolsos por região, o Norte tem se destacado com incremento de 35% no valor das contratações, correspondendo a R$ 17,6 bilhões. O Sul contribuiu com R$ 75,9 bilhões (21%) e o Centro Oeste com R$ 60,7 bilhões das contratações, aumento de 16%. Os produtores do Sudeste corresponderam a R$ 55,9 bilhões (25%) e o Nordeste com R$ 20 bilhões (23%).


Quanto aos programas de investimento, o Proirriga continua tendo forte demanda na contratação de recursos para financiar a irrigação e os cultivos protegidos, com aumento de 44%, somando R$ 1 bilhão. O Programa ABC teve desempenho favorável com R$ 2,9 bilhões, com incremento de R$ 39%.


As fontes de recursos mais representativas foram os Recursos Obrigatórios (R$ 48,4 bilhões e 27%), a Poupança Rural Controlada (R$ 47,6 bilhões e 17%) e a LCA (R$ 40,9 bilhões e 34%).