Renda Fixa em 2021: Saiba tudo


2021 começou e com ele os riscos de um ano com alta de juros, inflação e temor fiscal, o que deixa a tarefa de investir em renda fixa brasileira muito mais desafiadora. Diante dessas incertezas com relação ao quadro doméstico no país, a tomada de risco precisa ser calculada, o que leva a preferência a recair principalmente sobre papéis com vencimentos no curto ou no médio prazo, seja nos títulos públicos ou em produtos de crédito privado. No texto de hoje, vamos esclarecer tudo sobre a renda fixa em 2021. Continue com a gente!

Inflação

De acordo com um recente relatório Focus, do Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve registrar alta da ordem de 3,34% em 2021. A partir desta informação, o interessante seria apostar em investimentos que estão indexados à inflação na carteira. Isso não só contribui para a diversificação usual do portfólio, como protege o poder de compra em um ambiente de maior incerteza por conta da retomada global e da política local. Dito isso, a preferência recai sobre títulos mais curtos, com vencimentos entre 2026 e 2028, por exemplo.

Selic em alta

Caso a Selic alcance o patamar estipulado em 5% no final de 2021, quem estiver em uma alocação indexada ao CDI poderá se beneficiar, dado que o retorno vai aumentar de acordo com a taxa básica de juros. Lembrando que a posição também deve ser de curto prazo, por conta do risco fiscal.

Diversificação da carteira

De acordo com o relatório do BTG Pactual, banco de investimento brasileiro, os títulos privados atrelados à inflação são uma forma de buscar retornos maiores na renda fixa. Após definir o indexador (IPCA) e o prazo da aplicação, é possível encontrar Debêntures Incentivadas (isentas de Imposto de Renda), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).